19/09/2015

Olhos Negros!

Ola meus amigos, estamos de volta, depois de um breve descanso e de acompanhar a repercussão do segundo conto da série “Arcanos”. Hoje eu quero refletir com vocês, sobre os mitos que nascem e explodem na internet, bom todo mundo sabe que toda Lenda tem um fundo de verdade, então deixo vocês com mais essa lenda.

Em 1998 um jornalista do Texas resolveu contar sua arrepiante história sobre seu contato com o que ele chamou de “Crianças de olhos negros”, ele disse que passava pela cidade de Abilene quando em meio a chuva em um semáforo, uma criança de mais ou menos doze anos bate em seu vidro perguntando por informações, e ele as deu sem dar muita importância para a criança que estava com capa de chuva, mas quando essa agradeceu e ele resolveu dar uma atenção maior sobre o menino, ele teve uma surpresa que lhe deixou em choque por alguns instantes enquanto a “criança” se afastava, ele disse que os olhos dele eram negros, sem íris nem nada, apenas duas esferas negras brilhantes. Depois disso ele passou a investigar, e quão foi sua surpresa ao descobrir que existem milhares de relatos na internet sobre isso.

Jamais houve uma teoria com algum embasamento, nem provas de que elas existem, mas a maioria de investigadores do paranormal, acreditam que se trata de alguma figura mistica, como aqueles demoninhos pequenos que existem em vários folclores, os “Imps”, ou talvez seja um tipo específico de aparições de fantasmas. Muitas são as teorias que varia do fantasma ate o extraterrestre.




The Four Crosses Inn.


Calma que não acabou.

Existe um Pub no Reino Unido, que tem deixado não somente clientes e proprietários nervosos, mas sim toda a cidade de Cannock Chase, assustados e nervosos, pois em 2014 uma pequena visitante desse Pub voltou, depois de ficar mais de 30 anos ausente.

Trata-se de uma aparição, um fantasma que é recorrente na propriedade, onde os frequentadores do bar relatam que ela aparece constantemente, dizem que ela é uma menina, de talvez uns oito anos de idade, de cabelos longos e roupas antiquadas, de talvez do século XVII mesma época em que o bar foi inaugurado, mas o mais marcante disso é que esta aparição tem olhos completamente negros, e expressões muito marcantes.

As manifestações contam que vão de choros durante a noite ate violentas pancadas nas paredes. Conta o proprietário do lugar que a garota começou a aparecer depois que um mecânico assassinou três jovens perto dali em 1969 e desde então ela aparecia frequente por dois anos, ate que desapareceu por completo, ate voltar a aparecer em 2014.

O lugar agora está fechado, os donos estão vendendo o Pub por um preço muito abaixo do preço de mercado, mas, mesmo assim, eles ate hoje não conseguiram fechar negócio, pois aparentemente ninguém esta interessado em adquirir um pub assombrado.

O mais surpreendente é que um canal de TV local contratou um grupo de investigadores para o lugar e eles contam que foram testemunhas de vários fenômenos. Ate mesmo um membro do grupo deixou os investigadores após fugir do lugar, ele relata que esteve no banheiro feminino e quando abriu a porta haviam duas rosas novas ali, cruzadas e em perfeito estado, ele ficou assustado e quando se virou para pegar uma câmera, havia um enorme castiçal impedindo a passagem, ele diz que notou este castiçal no andar de cima e que ele deveria pesar demais para que alguém fizesse uma brincadeira assim.

Então meus amigos, o que acharam? Acredita nessa lenda? Partes dela? O que poderia ser tais crianças, demônios? Fantasmas? Ets? Vampiros?

Ninguém sabe.

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Tenham uma boa noite meus amigos!

15/09/2015

A Ilusão do XVIII Arcano.

Ola meus amigos, sentem-se confortavelmente, este conto é curto mas intenso, e pertence a serie de contos sobre os Arcanos maiores do Tarô. Realmente espero que gostem, deixem suas opiniões em nossa Pagina do Facebook (Blog Maldição!)

Tenham uma boa noite!





O teatro estava cheio, murmurinho das pessoas contrastando com a intensa chuva que caia do lado de fora, e de tempos em tempos um raio cortava os céus, trazendo consigo o barulho surdo do trovão. Enquanto todos tomam seus assentos, um único ator já estava sentado em uma pedra na floresta armada como cenário, muito bem-feito o cenário, as pessoas comentavam, era tudo bem realista, certamente algumas árvores de verdade foram colocadas ali.
O ator impassível ignora todos ali, apenas olhava fixamente para a névoa que era bombeada para o palco, e assim ele fica, ate que todos ficassem absolutamente em silêncio, ele havia comprado a atenção da plateia com sua inercia. É quando ele olha para todos, agora podiam ver claramente o vigoroso homem que era, tinha não menos que um metro e noventa, cabelos longos revoltos e loiros, trazia em suas enormes mãos, machadinhas, um guerreiro lembrava os Vikings.

Mas a análise era quebrada por sua poderosa voz.

_A Lua pendura-se como um pêndulo cruel e estático.
Ao sabor da canção dos ventos as árvores dançam.
Enquanto esta tragédia se inicia com o coração de vidro quebrado.
E o pesadelo da hora morta, esmagando os sonhos…

Ele para e olha para a plateia estática, tudo estava diferente, alguns franzindo a testa, eles haviam deixado suas casas aconchegantes para ver uma versão nova de Romeu e Julieta, aquilo não tinha nada a ver com a peça do dramaturgo inglês.

_Mas sem lágrimas por favor.
Pois o medo e a dor andam de mãos dadas com a morte.
Mas este é o desejo que traz vocês aqui esta noite.
E é isso que veremos… Agora.


Ele desperta suado em sua cama, os lençóis molhados, mais um pesadelo com aquela mulher, mais um sonho destruído e mais lágrimas derramadas. Ele em desespero enquanto o relógio da igreja soa pela janela, três badaladas, meio da madrugada, ele estava confuso, perdido em amor. E o mais cômico disso é que ele sempre havia desejado este destino, um poeta em uma época em que os poetas não significam mais nada, Byron, Goethe, Chateaubriand e Alfred de Musset agora não são mais nada além de sombras, e mesmo assim ele teima em tentar reviver aquela atmosfera lúgubre que era tão comum a poucos anos atrás, ele hoje sente-se um retardatário e agora sofre imensamente pelo amor de uma jovem, que talvez, ignore ate mesmo sua existência.
_Lenora, ah minha Lenora… Este triste coração é prestes a se tornar chamas.

Ele a comparava as deusas antigas, seus longos cabelos ruivos, suas gentis curvas e seu ar eloquente, elegante e graciosa, agora o poeta se consome e lágrimas, enquanto a garrafa de absinto ia se esvaindo, pegando sua caneta e seus papéis ele começa a rascunhar.

_Tem um fogo dentro deste coração revoltado prestes a explodir em chamas
Onde está o seu Deus? Onde está o seu Deus?

Mas ele é interrompido, o vilarejo que a esta hora já deveria estar completamente envolto em sonhos, agora grita, e estes gritos chegam ate o poeta que sente uma ponta em sua cabeça, ele que vivia as margens das grandes cidades, evitando Paris ou Londres a qualquer custo, pois assim sentia-se mais próximo da força criadora primordial e estes lugares atrasados eram perfeitos para pessoas como ele, enquanto seus trabalhos vendiam o suficiente para que ele leve a vida dessa forma, experimentando. Ele cria coragem e chegando ate a porta da estalagem a visão turva era um tanto sombria, ele se sentia diante uma cena daqueles contos irritantes que surgiam o tempo todo naquele tempo, como os trabalhos de Oscar Wild e Stoker, aldeões em frenesis com tochas gritando pela carne carbonizada da bruxa.

Quando ele pergunta ao taverneiro este apenas responde, puxando o poeta para dentro.

_Isso é assunto deles, deixe que resolvam… Eles querem ver aquela mulher morta, Lenora.

A noticia atravessou o pobre poeta como uma lança e ele escancara a porta novamente fazendo o taverneiro bufar, mas sem dar importância, ele atravessa a multidão que caminhava rumo a mata gritando “morte a Bruxa”, e mesmo depois de ter que estapear um vilão para poder passar ele corre na frente daqueles animais.

A noite estava clara pela gorda lua cheia que brilhava mais do que o normal, mas isso não diminuía o desespero do poeta que corre como um lunático, só para chegar tarde demais. Ele vê três homens se recompondo, ajustando suas calças e rindo sem parar, atrás dele estava sua amada, jogada no chão nevado, havia sangue manchando a neve pura, ele tenta investir, mas aos socos e pontapés ele também cai ao lado de sua musa.

_Deixem-no ai… Amantes de bruxas merecem o destino que procuram…

Então eles deixam que os dois amantes morram juntos, mas não antes de que o poeta se lembre, aqueles três homens, são clérigos que cuidam da vila, homens de Deus… Ela havia sido estuprada ate agonizar para a morte e deixada nua na neve para que o frio apague sua chama de vida. O poeta lhe segura a mão enquanto ela tem seus últimos instantes de vida, uma lágrima rola pela face e congela antes de chegar ao solo.

Ele sente vontade de gritar, amaldiçoar Deus por sua crueldade, mas não consegue com um maxilar quebrado, tudo que ele faz é sussurrar.

_Ela tinha me jurado votos de sangue fragrante… "Nunca nos separaremos
A menos que o céu invejoso tenha roubado nossos corações"

Ele chorava e repetia baixinho.

_Volte para mim, minha Eleonor, nasci apaixonado por ti… Então como pode o destino se entrepor a nós?

E amaldiçoando tudo ele clama por ajuda, reza a Deus e ao Diabo, mas ninguém o ouviria mais, ate que seus olhos suplicantes se volvessem para a lua que gentilmente brilhou, e diante do corpo sem vida da dama amada, surge vestida de prata uma mulher, jovem, bela como tem de ser e lhe fala.

_Posso dar-lhe este alento… Mas saiba que isso lhe amalçoaria pela eternidade, sem descanso e sem alento!

O Poeta louco, agora se levantando com muita dificuldade, se apoiando no cedro gigante que se erguia ao seu lado, sem folhas mas vivo como ninguém mais ali estava, ele responde com seus ossos doendo.

_Ja estou assim fadado bela dama, minha alma não mais me importa.

_Que assim seja galante ser da noite, e amanhã, quando minha face alcançar a abóboda do céu, você terá sua vingança!

Ela fala apontando para algo que brilhava na neve, e ele ao pegar percebe se tratar da chave da igreja.

Quando a outra noite chega, ao longe o sino da igreja toca, eles lamentariam pela morte da Bruxa e clamar a Deus para que seus pecados tenham sido remedidos diante da luz, claro que os três sacerdotes omitiram os fatos, o estupro e a surra em um poeta, diziam ser o frio da noite a acabar com as profanações daquela alma maligna, e enquanto os ritos se estendiam, a fumaça começa a tomar o templo, e os louvores se tornaram gritos de desespero, que ficaram mais fortes quando a grande porta se fechou e o barulho da fechadura ecoou por toda a igreja… Ali todos queimaram pelos seus pecados, e ali a igreja virou uma tumba.

De cima de um telhado, a bizarra forma de uma criatura híbrida, cuja as feições lembram os lobos, servos leais a lua, mas seu porte era de um humano, porém maior, mais terrível, e ele ainda segurando as chaves em sua mão esquerda, uiva sem parar regojizando de sua obra.

E mais uma vez o poeta desperta, em sua cama, em outro continente e em outro corpo, mas o suor é o mesmo e a lua que olhava para ele também, ele então se enrola em seu roupão, pega sua caneta e papeis, senta-se iluminado por uma vela e escreve.

“Com longo olhar escruto a sombra,
Que me amedronta, que me assombra,
E sonho o que nenhum mortal há já sonhado, “

















O ator volta ao palco, com um longo e respeitoso curvar de sua coluna diante aquela plateia que estava pasmada e assustada ele fala.

_Assim termina nosso drama, enquanto a lua se despede… Mas lembrem-se as ilusões que ela lança sempre iram vencer a mente sã!




13/09/2015

Codex Gigas

Ola meus amigos, sei que aqui a grande maioria de vocês amam livros, e por isso eu pergunto, a todos vocês…
Vocês conhecem o Codex Gigas?





Mais conhecido com a bíblia do Diabo, este manuscrito medieval é nada mais nada menos que o maior manuscrito medievo já encontrado, maior que eu digo é no sentido literal da palavra, o livro é realmente gigante (dai o nome).

Com 92 cm de altura, 50 cm de largura e 22 cm de espessura, ele pesa mais de 75 quilos e sua capa é feita de madeira adornada com temas metálicos, impressionante certo? Tem mais, ele é feito de velino(um tipo de pergaminho) e atualmente é constituído de 310 páginas. Este velino é feito de pele de bezerro, o que seria necessário mais de 160 animais para a confecção desse livro.

Mas e se eu disser a vocês que este impressionante livro foi escrito por apenas uma pessoa e em um dia?

Ou duas pessoas…

A Lenda:




Ha de saber que, Segundo a lenda, o escriba foi um monge que quebrou os votos monásticos e foi condenado a ser murado vivo. A fim de evitar esta severa sanção, ele prometeu a criação, em uma única noite, de um livro que glorificaria o mosteiro para sempre e que incluiria todo o conhecimento humano. Perto da meia-noite, ele teve a certeza que não conseguiria concluir esta tarefa sozinho e, por isso, fez uma oração especial, não dirigida a Deus, mas ao arcanjo banido, Lúcifer, o Satanás, pedindo-lhe que o ajudasse a terminar o livro em troca da sua alma. O monge vendeu, assim, a sua alma ao diabo. Assim o manuscrito do monge foi concluído e acrescentada uma imagem do diabo como agradecimento pela sua ajuda.”

Ta certo que esta lenda assim como tantas outras da idade media não convence ninguém, correto? Errado, cientistas de todos os tipos estudaram o manuscrito.

Análises do manuscrito indicam que, incrivelmente, ele foi escrito por uma única pessoa. Há uma assinatura que indica o possível autor: Herman, O Recluso, e análises da caligrafia e da tinta usada (derivada de ninhos de insetos), provam isso. Cálculos indicam que, para concluir a obra, ele teria gasto o equivalente a cinco anos de escrita contínua.



O monastério, ao que indica os historiadores, passava por diversos problemas financeiros e bezerros não era coisa barata naquela época (e nem hoje) eles simplesmente não tinham recursos para realizar a obra, e um monge sozinho realizar tamanha façanha seria improvável.

O fato é que a ciência só provou que ele foi escrito por uma só mão e tem um retrato ou autorretrato do Tinhoso no meio do manuscrito.


E vocês meus queridos? Acreditam ou não no livro escrito pelo Diabo?
Deixem seus comentários em nossa página do Facebook (BlogMaldição!) e me digam se conhecem mais algum feito realizado com a ajuda de pactos.

Tenham uma boa noite!


11/09/2015

Poveglia

Ola meus amigos, vocês já ouviram falar na ilha mais assombrada do mundo? Não?
Pois hoje eu lhes apresento a amaldiçoada ilha de Poveglia.




Existe próximo a exuberante cidade de Veneza uma pequena ilha, ate ai nada demais, apenas uma pequena ilha com apenas 17 acres, ela conta com uma muralha hexagonal que foi construída no século 14 para frear os ataques Genoveses, e depois foram usadas nas guerras napoleônicas pelos ingleses para combater os franceses.

Mas a história da minúscula ilha tem seus alicerces sinistros que remontam do antigo império Romano onde esta ilha foi usada para mandar enfermos sem tratamento para que la morressem sem deixar a vida dos demais cidadãos em risco e com a queda do império a ilha caiu em desuso.


Peste Negra





Mas foi durante a Pandemia de peste negra que esta ilha se tornou um lugar realmente amaldiçoado. Pois ela voltou a ser usada para enviar os doentes e os mortos, que de tantos não mais poderiam ficar nas cidades.

Esses locais de isolamento se chamavam lazarettos, e existiam três deles na Lagoa de Veneza, o Lazaretto Nuovo, Lazaretto Vecchio e o de Poveglia. Assim, os viajantes suspeitos de apresentar alguma doença deviam permanecer nesses lugares durante um período de 40 dias antes de serem liberados para seguir viagem. Aliás, foi daí que surgiu o termo “quarentena”, que é derivado do tempo — quaranta giorni — que as pessoas precisavam ficar nos lazarettos.

Apesar da incrível má fama, a verdade é que nem sempre a estadia em Poveglia foi tão horripilante assim. Segundo os registros históricos, a maioria dos viajantes contava com seus próprios quartos e eram bem alimentados. Além disso, eles ainda contavam com um sistema de correio à sua disposição, e podiam receber e enviar correspondências enquanto estavam em quarentena.

Apos a epidemia da peste se alastrar por toda Europa, as pessoas e governos entraram em pânico, era uma histeria publica de tamanhos que poucas vezes, felizmente, vimos na humanidade. Bastava uma pessoa, seja ela plebeu ou Nobre, apresentar qualquer sintoma da doença, que ela era logo taxada como estando com a febre, ou seja, condenada a uma morte lenta e dolorosa.

Assim o governo da República veneziana, logo toma a atitude de enviar a maior parte de seus doentes para a ilha, lembrando que não havia tratamento, e la a pessoa morreria, estivesse de fato com a doença ou não. Muitas pessoas ali morreram de fome ou sede, já que nada ali servia para comer nem havia água limpa, além de milhares de covas rasas sendo abertas o tempo todo, e quando a peste negra chegou em seu ápice, os corpos eram cremados.

A localização da maioria das covas de Poveglia ainda é desconhecida, e dizem que a ilha serviu de lar para mais de 160 mil doentes que eram deixados ali para passar seus últimos momentos de vida — enquanto, diz a lenda, eram assombrados pelos fantasmas dos que haviam perecido anteriormente. A atividade como lazaretto foi encerrada no século 19. tanta gente morreu em Poveglia, que hoje se acredita que 50% do solo seja composto por cinzas e restos humanos.

Manicômio




Como se já não bastasse todo este karma ruim que a ilha recebeu, foi aberto na década de 1920 um manicômio no lugar, mas este servia para idosos, indigentes e doentes mentais.

Um médico do lugar passou a fazer experimentos e torturar os pacientes, o reinado de terror do infeliz médico terminou quando este se jogou da torre que servia de farol na ilha. O bizarro é que segundo relatos da época, o que matou o médico não foi a queda, que teria sido aparada pela vegetação aos pés da torre, e sim uma espessa névoa que cobriu o homem que agonizava de dor, todos que relataram o ocorrido disseram que na verdade a névoa não era natural e que deveria ser os fantasmas das pessoas que ele havia assassinado enquanto realizava seus experimentos.

O governo da Itália não via como utilizar a ilha, então resolveu vendê-la, e quem comprou sambem a abandonou na década de sessenta e não fala sobre o caso. E depois uma família adquiriu o lugar com planos de torná-la um lugar para passar férias. Foi necessário apenas uma noite la para que eles também vendessem a ilha, a única coisa que descobriram foi que a filha da família teve o rosto cortado precisando de mais de quatorze pontos.

Atualmente a ilha está abandonada e nem o atual proprietário nem o governo sabe o que fazer com a ilha.


Crer na historia que a ilha é ou não assombrada, deixo com vocês retirarem suas conclusões. Mas o fato é que os venezianos não chegam nem perto dali, nem os pescadores se atrevem.


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09/09/2015

Deep Web e a Cigarra.

Ola meus amigos, estou aqui de volta e muito, mas muito feliz mesmo com a repercussão do conto do Arcano XV, muito obrigado mesmo pelo apoio de todos.
Mas vamos dar uma pausada nesse assunto de Tarô, por mais fascinante que ele seja, existem tantos outros assuntos nesse mundo que começo a achar que um Blog é muito pouco.

Mas vamos la, sei que a maioria de vocês já ouviram falar da Deep Web, correto? Vamos falar um pouco dela e do que eu acho que seja o maior mistério da atualidade. Hoje vamos falar da Cicada 3301.

Deep Web.


Quero dizer antes, que pretendo fazer um poste mais específico sobre os casos bizarros da Deep Web, mas por agora vamos nos manter mais na superfície.

Deep Web é um apelido. Uma forma de aglomerar as diversas redes anônimas ou semi-anônimas que fornecem o conteúdo escondido. Em tese, uma não se comunica com a outra e nenhuma delas se comunica com a internet aberta. Essas redes não são escondidas porque seus programadores são antissociais, e sim porque foram criadas com o claro objetivo de tornar seus usuários irrastreáveis.

Claro que é sobre publicar conteúdo polêmico e/ou ilegal, mas é muito mais sobre proteger quem o fez do que qualquer outra coisa. Cada uma dessas redes toma tantas precauções para deixar cada um de seus usuários escondidos que costumam ser MUITO lerdas. O anonimato tem seu preço. Não espere baixar um filme de um gigabyte em minutos por lá, é velocidade da época onde se conectar com a internet começava com aquele barulhinho irritante do modem.

Aliás, a melhor forma de entender a Deep Web é usar a internet aberta do meio pro final dos anos 90 como comparação. O conteúdo não tem quase nenhuma supervisão, é difícil de achar qualquer coisa, as páginas são simples, quase ninguém mostra a cara e as páginas vivem caindo. Quem não viveu essa fase da grande rede de computadores vai tomar um susto (e talvez entender o que eu quero dizer quando menciono que o Google mudou a internet DE VEZ).


Cuidado… Muito Cuidado!


Antes de falar da Cigarra que está abalando o mundo da internet desde 2012, preciso falar a vocês de onde esses conteúdos são tirados, a Deep Web.

Mas esse blog não é sobre o Sobrenatural?

Não, este blog é sobre mistérios e sobre assuntos, coisas diversas que fogem da lógica mecânica e concreta do mundo que vivemos, e acreditem em mim quando eu falo que a Deep é um dos lugares mais estranhos e misteriosos que existem, não somente no mundo virtual, mas creio que poucas coisas conseguem chocar tanto, aqui no mundo real, quanto a Deep Web.

So um adendo, eu fui me aventurar nesse reino escuro a pouco tempo, movido pela minha curiosidade geminiana. Não frequento mais esses corredores cheios de sites criptografados, pois, escutem bem. Para quem nunca entrou la, entrar ou não, jamais pode ser encarado apenas por meio de curiosidade e sim por algo mais filosófico, tipo, você realmente precisa ver tanta degradação junta?

Aqui poderia dizer que caberia sim um estudo sobre a criatura mais horrenda de todas que já mencionei nesse Blog. Nós mesmos. Pois creio que a DW seria uma espécie de lupa sobre o espírito livre humano (Heim?). Eu explico, entrar na DW sabendo como ela funciona, proporciona ao usuário uma espécie de sentimento de liberdade, enquanto na superfície (surface), você literalmente está sendo vigiado, o que isso significa? Existem coisas ilegais la… Muitas coisas, mas não vou entrar em detalhes aqui, mesmo por que, para chegar ate essas coisas você literalmente precisa ser um Expert em criptografia, programação e louco, e se fosse não estaria lendo este Blog.

o grande problema da Deep Web real: Conteúdo. Raríssimos são os sites com muitas atualizações, o conteúdo (com uma exceção sobre a qual já falarei) não é tão chocante assim… É interessante, mas é meio… ralo. Você vai encontrar muita conversa sobre drogas, um já famoso site onde você pode comprá-las, guias e mais guias para cometer crimes, algumas coisas interessantes censuradas na rede aberta, muita coisa sobre o mundo Hacker (e o RÁQUER também…), a WikiLeaks original e… pornografia infantil.

Sério, fique esperto(a), na Deep Web qualquer link que parecer levar a um site desses É um site desses. Permita-me a análise mais amoral: Não estou avisando porque você vai ser preso, duvido que isso aconteça. Estou avisando porque tem coisa pesada que nem veteranos de conteúdo chocante da web como eu conseguem digerir direito. Não importa o quão absurda e ilegal é a descrição do que está sendo disponibilizado, NÃO é pegadinha.

Então com essa explicação e aviso sobre a Deep Web… Vamos ao que interessa:


Cicada 3301




Ou Cigarra 3301, ao que parece, é uma organização secreta, e eles estão recrutando gênios para sabe-se la o que. A explicação já foi tão divulgada na internet que eu nem vou me da ao trabalho de refazê-la, mas calma que eu não vou fazer você ir ate o Google e pesquisar, vou colar aqui a descrição da wikipedia:

Cicada 3301 é um nome dado a uma organização enigmática que em quatro ocasiões postou um conjunto de complexos quebra-cabeças para recrutar "pessoas altamente inteligentes" do público. O primeiro enigma começou em 5 de janeiro de 2012, e correu por cerca de um mês. A segunda rodada começou um ano depois, em 4 de janeiro de 2013, e uma terceira rodada, a de 2014 não foi resolvida até agora (julho de 2015) e a de 2015 já foi lançada. Acreditam que "membros" da cicada já previam o número de pessoas que entrariam e eram no máximo 7, isso já está relacionado pois 3+3+0+1=7, pelo o que foi divulgado até agora em 2012, 3 pessoas conseguiram e em 2013, idem, até agora ninguém conseguiu a de 2014 ou seja:0 e a de 2015 supostamente 1 pessoa apenas resolveria, ou seja: 3, 3, 0,1. A intenção declarada era recrutar "pessoas inteligentes" apresentando uma série de quebra-cabeças que eram para ser resolvido, cada um em ordem, para encontrar o próximo. Não há novos quebra-cabeças foram publicadas em 4 de janeiro de 2015. Os quebra-cabeças focados fortemente em segurança de dados , criptografia e esteganografia.

Ele foi chamado de "O Maior Mistério da Internet" e é listado como um dos "Top 5 mistérios não resolvidos da Internet" pelo The Washington Post, e muita especulação existe como a sua finalidade. Muitos dizem que é uma ferramenta de recrutamento para a NSA , CIA , MI6 , ou um grupo cyber mercenário. Outros afirmaram que é um jogo de realidade alternativa. Já outros afirmaram que ele é executado por um banco que trabalha em criptomoeda. As 8:20 do dia 17 /08/2015 uma nova pista foi deixada através do site cicadab 3301 organização wellkomem.”

Esta ai, uma breve descrição do que é.

O que isso tem a ver com a DW?

É que em uma das camadas mais profundas da DW, surgiu o site oficial desse grupo, ele ficou online por algum tempo, muito pouco tempo ao que sei, e depois desapareceu. O fato é que para se entrar nessa camada (a quarta para ser mais exato) é necessário muita segurança, e um conhecimento amplo em criptografia… Ou seja, teoricamente o anonimato é absoluto… Mas dizem que aqueles que conseguiram por meio dos enigmas, entra nesse site, logo depois que ele caiu, estas pessoas receberam um e-mail com as instruções do próximo quebra-cabeça… Como alguém pode ter o conhecimento do e-mail da pessoa que entrou no site da quarta camada da DW, isso faz parte do Mistério.

O que isso tem a ver com o “Maldição!”?

Simples, conforme foi-se passando os testes, ano após ano, os quebra-cabeças foram ficando cada vez mais misticos… Observe a chamada para o teste de 2015:

"Olá.

A epifania está próxima de você. Sua peregrinação começou. A iluminação está à espera.

Boa sorte.

3301"

Seguindo o que já havia ocorrido nos outros anos, o desafio de 2014 é ainda mais difícil do que os anteriores e mais obscuro. A coisa começou com mais um código de livro, dessa vez baseado em um livro de Ralph Waldo Emerson sobre autossuficiência e transcendência, a qual levou à seguinte imagem estranha:




Isso é uma colagem de três quadros do artista e poeta inglês William Blake, de cerca de 1795: Nabucodonosor, Newton e O Ancião dos Dias, mas com duas modificações bem significativas: uma cigarra (a mesma que apareceu várias vezes nos outros desafios), bem escura e quase invisível na parte preta do lado de baixo, e alguma coisa escrita na linha onde o dedo está apontando bem no meio da imagem. Até hoje, ninguém foi capaz de decifrar o que está escrito ali, pois é alguma coisa minúscula, distorcida pela compressão da imagem, e cortada pela linha. Muito se especulou sobre o significado da imagem. Apontaram semelhanças entre ela e o Hexagrama Unicursal, símbolo da Thelema, tradição mágica de Aleister Crowley, conectando-se portanto com o desafio de 2013; outros enxergaram o símbolo da Maçonaria, o que é reforçado pelo uso de compassos, sugerindo que esta ordem esteja por trás do 3301. No código-fonte da página onde a imagem foi encontrada, havia a frase “Pois tudo o que vive é sagrado”, ressaltando mais ainda o misticismo da figura.





Não preciso mais exemplificar as raízes misticas dessa suposta organização, é conceitos de alta magia em todos os cantos…

E vocês, o que acham disso tudo, um assunto complexo e extremamente intrigante eu diria.
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Tenham uma Boa noite meus Amigos!


06/09/2015

Flush do Arcano XV #Final

Olá meus amigos... Antes de mais nada, gostaria de dizer que eu estou adorando escrever este conto, e alias muito feliz pela repercussão dele. Aqui termina a saga de Kriminel, se você não leu as demais parte, corra la e veja, juro que foi feito com muito carinho e que vocês não irão se arrepender. Tem alguma duvida, comentário, critica qualquer coisa quer mandar um oi pra gente da Confraria do Medo? 

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 Naquele momento, enquanto o corpo inerte do velho jazia sem vida, Kriminel já havia adormecido nos braços de sua esposa, ele havia negado a libertinagem, não pois era um ativista da monogamia, obvio que não, mas naquele lugar ele havia julgado que era perigoso demais, queria se livrar dos abutres que o caçavam de forma incessante.

Dormia de forma conturbada, agitado, sendo vítima de pesadelos sem fim, suando e se retorcendo, balbuciando coisas que sua esposa e agora também sua filha não conseguem entender, e tentam em vão acordá-lo.

Em seu pesadelo, Jonathan está em um corredor com parca luz vinda de pequenos lustres que pendem do teto, iluminando as paredes enfeitadas com tons dourados e negros, e seus pés descalços sentem o confortável toque de um lindo carpete azul. O corredor era extenso e enigmático, continha diversas portas, mas como Kriminel pode reparar em nenhuma havia dobradiças, apenas fechaduras, mas nenhuma chave, e a caminhada era enorme, penosa pela confusão, e demora muito para que o magnata chegasse ao seu fim, somente para constatar que la no fim havia apenas uma pequena mesa com cartas sobre a mesma, de início Kriminel achou se tratar de um baralho comum de jogo, mas logo que ele se aproxima o suficiente ele pode perceber tratar-se de um baralho de Tarô.

Todas as cartas estavam alinhadas lado a lado, como um morador de Nova Orleans, logo Kriminel pode perceber que se trata de apenas os arcanos maiores, em ordem do Louco ate o Mundo, ele se demora em analisar, primeiro de forma ampla vendo todas as cartas e depois observando se não havia nenhuma mensagem em seus versos,  ele pega uma por uma, observa as figuras, mas demora muito para entender um detalhe, que para um conhecedor superficial, é um detalhe muito pequeno, Kriminel sabe que são vinte e dois Arcanos maiores, e ele conta cada um, e logo percebe que ali existem vinte e uma cartas, ele passa a tentar ver qual era a carta que faltava.

Estavam todas ali, exceto pelo décimo quinto… O Diabo não estava entre aquelas cartas e ao constatar isso, logo um grande ruido começa e Kriminel desperta.

Ao meio da tarde quando a maioria das pessoas a bordo do Hiero começam a despertar, com suas ressacas e dores das diversas orgias. O barco atraca em um cais de uma vila ribeirinha, como era conhecimento de todos, o cassino havia disponibilizado uma cota para o ganhador de um concurso realizado na paróquia desse vilarejo, isso para dar ao evento um ar de beneficência, e a entrada tardia do ganhador era apenas para que esse possa ter alguma chance de sair dali com alguma coisa, tudo para amenizar a consciência dos milionários a bordo, já que todos imaginam que essa pessoa não passará de um bobo da corte para diversão, e como a cota dele lhe garante um montante em aposta, nada muito significativo se comparado às apostas dos magnatas, e pela lógica se o homem manter sua boca fechada e sua ganância sobre controle, ele poderá aceitar as apostas iniciais e deixar a mesa saindo com pouco menos do que começou, isso por si só já era o suficiente para mudar a vida de um pequeno agricultor ou de um operário das minas de carvão.

Eis que chega a hora de conhecer o sortudo, a maioria das pessoas do barco se aglomeram perto da ponte de embarque, para ver quem é o palhaço que lhes divertirá o resto do cruzeiro, enquanto outros, o que inclui Kriminel que ainda está um pouco abalado pelo pesadelo, ao qual se recorda com perfeição, estas pessoas dão a mínima para essa interrupção tão fútil do torneio.

O homem que aparece é um rapaz que não deve ter muito mais do que trinta anos, cabelos longos e revoltos, um terno dominical, sapatos surrados mas muito bem limpos, sem chapéu ou gravata, usando a camisa aberta ate o meio do peito, dando ao homem um ar casual como se ele fosse encontrar velhos amigos depois da missa de domingo. Ostenta um sorriso largo cheio de dentes, grata e estranha surpresa, todos brancos e bem limpos, mas suas mãos ásperas e rudes denunciam seu trabalho pesado, talvez no campo. O que mais surpreende é que ele chama a atenção imediata das “damas” do navio, pois sua beleza era ímpar, nem muito másculo nem afeminado. Ele atravessa o convés, dialogando com desenvoltura com as pessoas, ate algumas pessoas começam a questionar a integridade do tal sorteio, mas algumas gafes e palavreados gentio, além das marcas do trabalho pesado, fazem esses conspiradores perderem credito, o homem parece dissimular o caminho ate Kriminel, que estava distraído no bar, quando o magnata estava se preparando para sair do balcão tromba com o já não tão especial plebeu.

_Me perdoe senhor, estava apenas tentando chegar ao bar para saciar a sede.

_Tome mais cuidado garoto… Ah você deve ser o jogador da cota do vilarejo, correto?

_Sim senhor, muita sorte minha, meu nome é Malcon, Malcon Maine, prazer.

Kriminel resignado aperta a mão do plebeu. _Sou Jonathan Kriminel, já ouviu falar?_ Kriminel estranha, mas já sente certa afeição pelo jovem.

_Claro… Ate o Diabo conhece o seu nome senhor… Agora se me der Licença, realmente tenho sede, e me disseram que a bebida no barco é por conta da casa.

Kriminel não responde, estava estático com as palavras do homem, apenas acena a cabeça e segue seu caminho ate as mesas dos jogos.

A partir daquele ponto, Kriminel passa a vencer de forma assustadora todos seus rivais, e aposta após aposta, mesa após mesa, Kriminel vai escrevendo sua história no poker, aquele torneio estava ganho, ate o magnata sempre tão arrogante e confiante, passa a ficar surpreso com as suas vitórias, chega a esquecer completamente aquele sonho, e rapidamente acumula o suficiente para não haver mais oponentes.

De outro lado Malcon o plebeu, caminha, com alguns tropeços, mas muitas vitórias geniais, ele vai desbancando cada um, passando de plebeu a milionário em apenas alguns jogos, ele vai traçando seu caminho ate o momento em que se senta apenas ele e o magnata Jonathan Kriminel, frente a frente Kriminel fala.

_Malcon correto? Que surpresa, acho que agora também lhe chamo de senhor… Congratulações meu jovem, se estiver interessado, tenho uma proposta para você, lógico se você deixar essa ideia de Poker de lado.

_Desculpa senhor Kriminel, mas sou muitas coisas, menos desonesto, na verdade eu jamais menti… Então eu recuso, quero ir ate o fim.

Kriminel da de ombros e faz uma careta de trágico, e logo eles começam.

Todos estão rodeando a mesa, mas a organização do torneio colocou um cordão para isolar os participantes. A esposa e a filha do magnata estão olhando e sorrindo da cena, seria interessante ver Jonathan dar fim a ganância e a arrogância daquele plebeu. E como era de se esperar, Kriminel ganha facilmente, várias mãos, uma após a outra… ate que o jovem Malcon em uma rodada de desespero desafia Kriminel em “All In”, logicamente o magnata aceita… E perde… Agora Malcon estava ocupando mais confortavelmente seu acento, cruza as pernas e sorri para Kriminel, este se enfurece com tamanha ousadia e crava seus olhos furiosos em Malcon… Ele perde mais uma… E outra… Sete vezes e suas apostas mínguam a medida que as de Malcon se engrandecem… as roupas de Jonathan se ensopam de suor, e ele passa a fumar um cigarro atrás de outro, ate começar a tossir muito. Ao mesmo tempo que Malcon fica ainda mais sorridente sem tirar os olhos do velho a sua frente… E ele perde mais uma… Muitas… Tudo.

Quando os organizadores começam a se preparar para encerrar as apostas e declará o agora multimilionário Malcon vencedor, Kriminel já todo acabado, com as roupas frouxas se levanta em um pulo e esbraveja.

_NÃO! NUNCA! Não vou perder para um rato… vou apostar mais, aposto metade de minhas propriedades… Tragam-me minhas escrituras… AGORA!!!

Como Kriminel sempre levava os documentos originais consigo, pois confiava somente nele mesmo, logo as escrituras de suas terras estavam em mãos, ele separa metade e coloca sobre a mesa. Malcon em silêncio ate então sorridente responde, analisando-as e separando o equivalente em fichas da mesa do lado, pois eram tantas que não cabiam mais naquela em que se sentava.

_Aceito de bom grado senhor!

Diante disso os organizadores mesmo demonstrando muito nervosismo não podem recusar, eram as regras do poker.

E o magnata sofre com uma mão miserável, sua mente trabalha rápida e logo ele calcula que suas posses todas somam mais do que tudo que Malcon tem ali, e ao se ver encurralado ele desafia um blefe, agora a cara compenetrada e inexpressiva, que é uma regra básica do jogo, já não faz o menor sentido, e usando de dissimulação ele explode em gargalhada e joga todos os documentos sobre a mesa verde gritando “All In”, o jovem apenas levanta os braços como fez Pôncio Pilatos e coloca tudo que tem aceitando o desafio… Diante dos dois pares de reis de Kriminel, Malcon exibe uma quadra de ases… Kriminel deseja gritar em protesto, era roubo sem dúvida, mas os juízes do jogo já estavam prevendo essa reação e estão com as mãos em seus coldres, fazendo Kriminel baixar os ombros e derramar lágrimas, por algum tempo ele fica assim com a cara enfiada em suas mãos, pois havia perdido tudo… quase tudo, em um delírio ele levanta sua carranca despenteada e olhando nos olhos de Malcon ele fala em tom baixo e derrotado.

_Ainda me falta uma aposta… _ Ele aponta para sua esposa, ela era mestiça de francesa, uma beldade das terras da Luisiana, muito mais jovem que seu esposo que agora lhe joga como aposta, ela fica imovel, não consegue crer no que estava acontecendo.

_Não… Muito pouco velho… Aceito as duas!_ Malcon se referia a jovem filha do casal, uma linda garotinha de dez verões, que estava aos soluços vendo o que o pai estava fazendo. Este que de início pensa, não conseguia mensurar a ganância do homem a sua frente… Mas sem saída ele aceita, tenta lhe convencer que era o melhor, já que agora ele estava miserável, ao menos, mesmo se elas fossem escravas de Malcon, ele poderia dar um prato de comida por dia para elas… Aceita por fim… E perde.

_Levem as duas para minha cabine… Vou me juntar a elas quando acabar com esse velho a minha frente._ Kriminel estava em choque, sequer ouve os gritos das duas que eram arrastadas pelos corredores do Hiero, nem que a maioria dos tripulantes do navio agora agiam de forma como se hipnotizadas, seguindo cada ordem de Malcon.

_Mais alguma aposta senhor Kriminel?

_Sim… Eu aposto minha alma contra tudo que você tem… Aceita?

_Com o maior prazer…

O crupiê que estava tão assustado que tremia, mal conseguindo embaralhar, deixando as cartas caírem duas vezes, mas Malcon passa a mão nas mãos do adolescente que para de tremer de imediato, voltando a destreza habitual e distribuindo as cartas. A mão segue em silêncio completo, ate a última rodada, já que não havia aposta, era um “All In”. Jonathan custa a focar no jogo, demorando a entender sua mão… e quando ele percebe mal pode crer, ele havia conseguido, uma quadra de asses, ele olha para seu nêmesis e mostra a mão…

_Sabe senhor Kriminel… Sabe por que estou aqui? Por que sua alma foi posta a prêmio, porém ela não pertencia aquele que a colocou… Sua alma sempre foi minha, sempre, você sou eu e eu sou você e juntos somos um… Sabe onde estava a carta do arcano XV? Aqui na sua frente… Sou o Diabo e o Diabo é o melhor de você… Então eu ganhei, novamente eu tenho você novamente… Antes que alguém viesse eu vim!

Malkuth revela sua mão… Um Straigh Royal Flush… e em um frenesis implacável, as pessoas do Barco se lançam sobre Kriminel, e o seguram, enquanto uma pessoa vem ostentando um machado, e com esse, as pernas do derrotado são separadas, ainda vivo, ele pode ver o machado descer para decepar-lhe a cabeça. Malkuth então se levanta calmo e começa a seguir para sua cabine, para gozar de seus outros prêmios, quando o organizador ensanguentado lhe interrompe.

_Senhor, o que fazemos com o corpo?

_Jogue no Mississípi, lá ele deve repousar!

_Antes de ir senhor, deve assinar estes papéis das escrituras.

Então Malkuth, saca uma caneta tinteiro do casaco no corpo de Kriminel e usa seu sangue para enchê-la, depois assina em cada documento o nome Arcano XV.